“Era pra ter sido um dia normal. Mais um sábado em casa, sem nenhuma novidade. Tudo bem, eu fui ao mercado com a minha mãe, como eu faço milhões de vezes. Você acha que em um dia normal não vai acontecer nada que te marque, mas eu tenho certeza de que nunca vou esquecer aquela cena; Era uma criança, um menininho com mais ou menos uns sete anos de idade com uma bebê no colo, o menino estava sentado no chão, embaixo de um quiosque de queijos, com uma camisa vermelha. A bebê estava enroladinha em uma fralda, com uma roupinha rosa. Ela chorava e mexia as perninhas e estava com os bracinhos pra cima, agitando-os como se para chamar atenção. O menino tentava acalmá-la, balançando-a inutilmente já que ela não parava. E eu sei exatamente o que ele passou naquele momento. Eu fico muito angustiada ao ver alguém chorando, fico desesperada por não saber o que fazer e eu vi que ele estava sentindo a mesma coisa. Tadinho, um menino que nem ao menos podia se cuidar sozinho tinha que cuidar de uma bebê. Ele começou a chorar. Eu já estava desesperada com aquela situação. Queria sair correndo e ir ajudar o menino, queria levar os dois pra casa e cuidar. Não fiz nenhum dos dois. Todos que passavam na rua olhavam, mas ninguém parou. Eu torcia com todas as forças pra que alguém fizesse aquilo que eu queria fazer. Uma moça passou do lado, parou e acho que falou algo, mas na mesma hora saiu. Acho que pensou direito e voltou, pegou o celular e ligou pra alguém, saiu dali de perto e continuou falando ao telefone e voltou. Nesse momento passou uma viatura policial, primeiro eles passaram direto e logo depois deram a volta e pararam, sem sair do carro, falaram algo com o menino e saíram. A moça voltou e falou de novo com o menino, ficou ali parada. De repente veio uma mulher, dá pra chamar de mulher? Veio a suposta mãe gritando com o menino, sim, eu falei gritando. Ela estava com raiva, porque provavelmente fora obrigada a parar de se drogar, pedir esmola ou simplesmente parar de fazer nada. Pegou a menina de qualquer jeito e gritou algo com o menino. A moça saiu e a viatura policial voltou, a “mãe” falou algo e riu, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Os policiais foram embora, e eu também, mas ainda vi o menino correndo, não sei pra onde ele ia, mas ele corria rápido. Sim, eu disse que os policiais foram embora, disse isso mesmo porque foi exatamente o que aconteceu. Você se revoltou? Eu também. Mas acho que isso não é muito estranho porque afinal nós vivemos nesse país de merda! Um país onde um policial vê uma situação assim e vai embora. Um país onde há tal forma de negligência e autoridade nenhuma toma providência. Mas eu também tenho que deixar registrada a minha revolta com essa vagabunda que se diz mãe, agora eu pergunto: mãe de quem? Mãe de verdade, cuida. Dá amor, carinho e atenção. Mesmo sendo moradora de rua não abandona os filhos no meio da rua, no frio, sozinhos. E se tivesse algum interesse arranjava uma trocha de roupa pra lavar, um dia pra passar roupa na casa de alguém, faria qualquer coisa pra sustentar essas crianças. E sabe o que dá vontade de fazer com uma pessoa assim? Desculpa, mas dá vontade mesmo é de encher ela de porrada. Dar uma bela surra pra ver se algum dia se torna alguém melhor! Cara, foi um dia frio pra caramba, e as crianças estavam com roupas finas. Eu tenho certeza que estavam morrendo de frio, porque eu, de calça e casaco estava com frio. Foi uma cena muito forte, de fato. Não lembro de ter visto alguma mais forte que essa. E só me resta rezar, pedir à Deus que tome conta daquelas crianças e de mais muitas que eu sei que passam pelas mesmas coisas ou piores. Me resta rezar para que Deus me ajude para que um dia eu me torne alguém de bem, alguém que possa ajudar a mudar essa realidade.”
“Não sei se a senhora ainda lembrava de mim, a doença deve ter feito esquecer, mas sei que no seu coração, nos seus sentimentos a senhora devia lembrar. Sinto falta de ter convivido, de ter vivido com você vó. Lamento não ter aproveitado mais enquanto pude, quando pude. Nada do que eu diga ou fale vai representar a dor que eu tô sentindo. Sei que foi o melhor pra senhora, que agora está curada de tudo que passava aqui nesse mundo, está livre das pessoas que lhe fizeram mal e está olhando por nós nesse momento. Espero que esteja sempre nos protegendo e intercedendo por nós junto aos anjos e arcanjos. Que a senhora esteja em lugar maravilhoso, que esteja bem agora. Nós, sua família, amigos, pessoas que te amavam nunca vamos esquecer da pessoa maravilhosa que você foi, da mãe maravilhosa, avó maravilhosa, mulher maravilhosa. Estamos todos tristes, mas com a esperança que esteja melhor agora. Vou sentir muito a sua falta, desculpa pela ausência. Te amo muito vovó Júlia! Pra sempre com a senhora, Júlia Maria Ribeiro s2”
“Tem só uma coisa que eu queria dizer pra vocês antes de ir embora: a gente fala esse monte de loucura, fala palavrão pra caramba, passa toda a nossa rebeldia, a nossa atitude, o que a gente acredita… O fato de eu ter tatuado em mim, no meu braço, “Marginal”, não quer dizer que eu sou um marginal que faz várias fita, que a assalta os outros não. Quer dizer que eu tô a margem, de muita coisa que eu acho que é hipócrita, que é mentirosa, tá ligado, eu tô a margem da inveja, eu tô a margem da revolta ruim, tá ligado. Porque eu fiz da minha vida, uma vida de trabalho, de batalha. E nela, tá ligado, o meu sonho se fez, e se fundiu. Graças a vocês, mas a gente batalhou muito pra chegar aonde a gente tá. Só que tudo isso que a gente tem, tá ligado, sem uma consciência que a gente adquiriu, hoje não era nada. Porque eu, hoje, eu tenho uma coisa que talvez vocês não tenham. Que é uma banda de sucesso, é uma vida louca, de cada dia tá num lugar, de aparecer na televisão, de tocar no rádio. Só que muitos de vocês tem uma coisa que eu não tenho. Que é o pai de vocês, tá ligado. Meu pai se foi faz dois anos, e até hoje eu não consigo entender porquê. Então, se você tem pai, se você tem mãe, se você tem uma casa, se você tem uma comida na mesa, se tem uma cama limpinha, quentinha, se você tem saúde, se você enxerga, se você escuta, se você se supera, se você erra e aprende com o seu erro, AÍ VOCÊ É FELIZ, AÍ VOCÊ TEM TUDO! Porque dinheiro e sucesso não compra tudo não. O dinheiro compra muita gente, mas não compra tudo não, tá ligado. Então quero que vocês entendam, que o melhor que a gente pode ter na vida são as coisas básicas: é a nossa saúde, é a família, é o amigo, é o lugar pra viver, tá ligado, é ter no que acreditar, é viver em função de um sonho. Eu tenho uma alma, que é feita de sonhos.”
— Depoimento do Chorão, Festival de Verão.
“Existe uma linha vermelha, invisível aos olhos, que conecta todos que estão destinados a se encontrar. E não importa o tempo, o lugar ou as circunstâncias. Esse fio pode ser apertado, ou emaranhado, mas nunca rompido.” - Pensamento Oriental
Eu me pego perguntando as vezes porque fazem certas promessas. Porque fazer uma promessa que a longo prazo você não vai conseguir cumprir? E eu acho injusto, injusto pra caramba com a pessoa que você promete. Porque, poxa, se você faz uma promessa, a outra pessoa acredita, confia que realmente é aquilo que você tá disposto a fazer e no final das contas você deixa ela na mão, você simplesmente não faz aquilo que disse que ia fazer. É um puta vacilo sim! Você acha que não conseguiu? Então você não tentou o suficiente. Se você foi capaz de dizer que faria (ou não faria) então você é capaz de colocar em prática e se você já sabe que não vai poder colocar em prática, nem fala. Nem promete, nem ilude e nem pensa. Porque eu acho que é melhor magoar alguém por algo que você deixou de fazer ou fez do que por algo que você deu sua palavra que faria e não fez.
Eu sinto saudade. Sinto saudade de conversar, de estar perto, de te ver e de ver sua cara ao me ver (era meio engraçada kk). Mas eu sinto saudade do quanto a gente era próximo, de que em pouco tempo a gente conseguiu construir uma coisa muito boa. Eu sinto falta de entrar no facebook e ver a sua janelinha abrindo com um “oooooi” ou algo do tipo. Eu sinto falta de ser especial pra você, de saber que você queria ter falado comigo naquele dia em que não deu, de saber que você queria estar por perto, de saber que você sentia um ciúminho bobo de mim, de saber que você queria cuidar de mim, de saber que eu era realmente a sua amiga. Eu sinto falta de saber dos seus problemas, de poder te ajudar sempre que necessário, sinto falta de poder puxar as tuas orelhas por “se comportar mal no colégio” ou por fazer alguma bobagem. Eu sinto a sua falta e sabe aquele “sdds” que você disse, do qual eu respondi apenas um “também”? Esse “também” que eu escrevi foi só isso porque se eu demonstrar um tantinho a mais que seja, tenho medo de não se compreendida como devo ser, mas esse “também” tava cheio de saudade, cheio de vontade de te ver, cheio de vontade de te dar um abraço, cheio de vontade de você.
As aulas começaram á mais ou menos uma semana atrás. E sinceramente foi bem desapontador. O segundo ano até agora não me mostrou ter magia, não me mostrou ter um ar de coisas surpreendentes e boa, o segundo ano está realmente cansativo e eu tive apenas uma semana de aulas. Ver meus amigos me deixou animada, mas eu não vi graça nisso. Não vi uma certa “comemoração”, não vi aquela magiazinha especial no ar. Ainda to esperando por isso, mas não tenho tanta esperança. Boa sorte pra mim.